Que (novo) modelo para a recolha de biorresíduos? Implicações e fragilidades da mudança.

A recolha seletiva é a chave para o sucesso? Como articular a “Alta”, que tem de cumprir metas específicas, e os municípios que são responsáveis pela recolha? Como reconverter os TMB/TM para que contribuam para as metas e não impliquem uma maior pressão nos aterros durante o seu phasing out? E a TGR, qual o seu papel no modelo?

 

Conheça as respostas no debate imprescindível  sobre a gestão dos biorresíduos moderado por Ana Silveira, Professora da FCT-UNL.
A mesa redonda conta com a participação de Francisco Damas, Vogal da Direção da AEPSA, Luís Capão, Presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente – EMAC, Paulo Praça, Presidente da ESGRA, e Pedro Vaz, da Direção Municipal de Higiene Urbana da Câmara Municipal de Lisboa, congregando assim diferentes experiências, realidades e perspetivas a respeito das IMPLICAÇÕES E FRAGILIDADES DE UM (NOVO) MODELO PARA A RECOLHA DE BIORRESÍDUOS. 

 

"Mais do que perceber ou perguntar se o país está preparado, que nos parece não estar, é saber se o país se está a preparar devidamente." *

Paulo Praça

 

"Com o projeto H2020, Waste4think, iniciámos em Cascais a separação de biorresíduos em sacos e deposição/recolha juntamente com os resíduos indiferenciados. (...) o alargamento do projeto a 5000 famílias de Cascais que estão já a começar a separar os seus biorresíduos." **

Luís Capão

 

Diferentes exemplos, diferentes realidades, diferentes perspetivas.
Participe na discussão deste e de outros temas que fazem a atualidade do sector dos resíduos. Só no seu FÓRUM RESÍDUOS.

 

                                                                    ____________________________________________

 

*

"A importância de se promover e reforçar a recolha seletiva de resíduos urbanos biodegradáveis é incontornável e apontada com desígnio pelo menos há mais de uma década. Porém, a ausência de metas obrigatórias levou a que muito pouco se fizesse, havendo agora a necessidade de uma corrida contra o tempo, já que a partir de 2024 é mesmo obrigatória a sua implementação. Mais do que perceber ou perguntar se o país está preparado, que nos parece não estar, é saber se o país se está a preparar devidamente, com um planeamento estratégico e ponderado com vista a obter bons resultados a longo prazo, ou se mais uma vez, se estão a fazer investimentos baseados em estudos que pouco tem a ver com a realidade, para apresentar resultados que mais tarde nos empurram, ao sector e ao país, para soluções que não tiveram em conta a necessária articulação entre todos os stakeholders, e sendo este um fluxo muito específico para além dos SGRU e dos municípios, os cidadãos têm um papel crucial. Estarão a ser devidamente ponderadas todas as questões e especificidades que a gestão de um fluxo com estas características exige?"

Paulo Praça

 

**

"Projeto-piloto de biorresíduos inspira já os municípios vizinhos
Com o projeto H2020, Waste4think, iniciámos em Cascais a separação de biorresíduos em sacos e deposição/recolha juntamente com os resíduos indiferenciados. No final do projeto, em novembro de 2019, cerca de 94% das 500 famílias participantes mostraram-se muito satisfeitas com a introdução deste sistema de recolha, implementado com sucesso em vários países europeus. Mais: pediram um pequeno contentor doméstico para colocar na cozinha, bem como mais sensibilização e fiscalização para quem não separa os seus resíduos. E no final duplicaram a taxa de reciclagem nestes bairros, onde de momento atingiu os 40%. É com esta aprendizagem que partimos, em fevereiro último, para o alargamento do projeto a 5000 famílias de Cascais que estão já a começar a separar os seus biorresíduos. Pelo meio, ainda conseguimos inspirar os municípios de Mafra, Oeiras e Sintra a testar este modelo como resultado do trabalho de proximidade conjunto com a Tratolixo."

Luís Capão