40 anos da FCT - Fernando Santana: "Damos aos nossos alunos mais mundo" (COM VÍDEO)

27.11.2017

O que distingue um engenheiro do ambiente formado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa de um outro profissional?

 

“Achamos que os nossos estudantes saem melhor preparados para o mundo porque lhe damos mais mundo. Temos um profissional que se distingue dos outros porque aborda o mundo de uma maneira diferente”, explica o Professor Fernando Santana, o diretor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, que assinala em 2017 os 40 anos. A escola viu nascer também em 1977 ano o primeiro curso de Engenharia do Ambiente. (Ver vídeo)
 
“A Faculdade foi pioneira em Engenharia do Ambiente no país e na Europa já que não havia, ao tempo, praticamente cursos de Engenharia do Ambiente. Houve outros, também muito estimáveis, com qualidade, mas que eram mais engenharia estritamente de despoluição. Aqui o ambiente foi sempre visto de uma maneira integrada”, sublinha Fernando Santana, que é também diretor do jornal Água&Ambiente.
 

Fornecer competências complementares aos estudantes, além das obrigatórias, tem sido uma mais-valia do curso. "Naquilo que é a sua especialidade, o estudante sai daqui com uma preparação absolutamente igual à de qualquer outra escola de qualidade, mas naquilo que são as suas apetências para o mercado de trabalho e para o desenvolvimento sai mais preparado”, exemplifica.

Logo no primeiro ano os alunos aprendem a fazer o seu próprio currículo, uma apresentação pública, a trabalhar em grupo e a elaborar sínteses, entre outras ferramentas. No segundo ano o curso integra uma unidade curricular constituída por um conjunto de conferências sobre grandes cientistas ou grandes problemas, sobre os quais os alunos têm que fazer um trabalho.
 
No terceiro ano é altura de contactar com as empresas ou com a investigação durante cinco semanas e no quarto ano os estudantes experimentam o empreendedorismo. “São formados grupos de três estudantes de diferentes cursos, escolhidos aleatoriamente, que têm que desenvolver uma ideia e correspondente plano de negócios. A perspetiva é que se enriqueçam, que não saiam daqui a saber aquilo que é apenas a sua especialidade. Isso é importante para o mercado de trabalho e para a própria vida”, descreve com orgulho Fernando Santana.

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