A revolução 4.0 não passa ao lado da indústria da água

02.11.2018

A revolução 4.0 não passa ao lado da Indústria da Água. Conceitos como Inteligência Artificial, Internet of Thinks (IoT) e Big Data, exemplos de áreas tipicamente associadas à temática da transformação digital, começam a estar presentes no tecido empresarial ligado ao setor da água em Portugal.

 

O tema vai estar em debate na próxima sexta-feira, 9 de novembro, em Leça da Palmeira, no Seminário sobre “A Inovação 4.0 no Setor das Águas”, promovido pela Academia de Treino e Inovação Indaqua.

 

“Pelo seu elevado potencial de inovação, o grau de aplicabilidade será seguramente crescente nos próximos anos”, antecipa o Chief Operations Officer da Indaqua, Pedro Perdigão.

 

O panorama da atividade desenvolvida pelas entidades gestoras do setor da água é bem diferente daquele que existia há 20 ou 30 anos atrás, sublinha. “Gradualmente, as empresas foram-se adaptando à tecnologia digital, atendendo, por exemplo, à utilização crescente de equipamentos de monitorização que produzem diariamente muita informação, e à necessidade dessa informação ser tratada de forma muito rápida. Na área da redução das perdas de água, por exemplo, a informação recolhida pelos equipamentos instalados nas infraestruturas de abastecimento de água, praticamente em tempo real, devidamente tratada em ferramentas informáticas que integram algoritmos complexos de previsibilidade de consumos e de ocorrência de avarias, permite a deteção das fugas de água com precisão e de uma forma extremamente rápida”, ilustra Pedro Perdigão.

 

Outro exemplo similar é a aplicação de tecnologias 4.0 ao controlo remoto de equipamentos, permitindo a intervenção imediata nos parâmetros de comando das infraestruturas, sem necessidade de acesso físico aos locais.

 

“São apenas alguns dos imensos contributos que estas novas tecnologias fornecem, quer para o aumento da eficiência, com a consequente diminuição de custos, como para a melhoria da qualidade do serviço prestado aos nossos clientes”, aponta o responsável. 


A Indaqua considera que, gradualmente, o tema desta autêntica revolução 4.0 está a ganhar força e as empresas percebem que têm que adaptar-se para se tornarem competitivas.

  

Pedro Perdigão acredita que no setor da água passará a ser banal que cada munícipe possa ter acesso, em cada instante, aos seus dados de consumo e à monitorização da qualidade do serviço que lhe é prestado. “Neste momento, e para o caso concreto da telemetria, a principal barreira é o preço dos equipamentos e das comunicações. No entanto, cremos que, num futuro próximo, o comum dos utilizadores poderá otimizar a sua utilização da água pelo conhecimento em tempo real do seu perfil de consumo, entre muitas outras possibilidades. Esta nova era do digital é fascinante, principalmente pelo seu potencial de desenvolvimento, contribuindo não só para a otimização da gestão das empresas, mas também em prole da satisfação dos seus clientes”, remata.

 

Tecnologia e outras questões relacionadas com o setor da água vão ser também abordadas na 13ª Expo Conferência da Água, que se realiza a 21 e 22 de novembro, em Lisboa.

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