Colunista Marcos Sá (Água-Educação Ambiental): Não esquecer o interior é fazer acontecer

18.07.2018

Temos ouvido muita gente a falar do interior do nosso país. Uns dizem que é preciso não esquecer, outros que temos que ajudar. Mas, na verdade, o que é preciso mesmo é fazer acontecer novos investimentos e promover iniciativas que dinamizem estas regiões. 

 

Reabilitar e investir em novas infra-estruturas de abastecimento de água para consumo humano e apostar no tratamento de águas residuais é hoje uma realidade bem executada pela empresa Águas do Vale do Tejo, tendo em vista proporcionar melhores condições de vida a quem lá vive e trabalha, mas também a todos os que se querem fixar no interior.

 

Mas não nos ficamos só pelo investimento. Queremos envolver as pessoas e as comunidades e dar a conhecer as regiões do interior para promover o seu desenvolvimento turístico e em simultâneo a sensibilização ambiental. Por esse motivo, a Águas do Vale do Tejo irá promover, entre 20 e 29 de julho, uma campanha de consciencialização ambiental em 6 praias fluviais portuguesas, todas elas galardoadas com a bandeira azul: Praia Fluvial de Lapa dos Dinheiros (Seia) – 20 de julho/sexta-feira; Praia Fluvial de Alvôco das Várzeas (Oliveira do Hospital) – 21 de julho/sábado, Praia Fluvial de Santa Luzia (Pampilhosa da Serra) – 22 de julho/domingo; Praia Fluvial de Mourão (Mourão) – 27 de julho/sexta-feira; Praia Fluvial do Carvoeiro (Mação) – 28 de julho/sábado e Praia Fluvial do Bostelim (Vila de Rei) – 29 de julho (domingo).

 

Esta ação, dirigida ao público infantojuvenil, tem como objetivo sensibilizar os veraneantes e comunidades locais para a gestão do Ciclo Urbano da Água, assim como, dar a conhecer a importância do tratamento das águas residuais urbanas e o impacto que este serviço tem na melhoria da água das praias fluviais e os benefícios para a sustentabilidade ambiental.

Depois do verão, teremos novas iniciativas para plantação de árvores, em parceria com a Quercus, nos distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre e Évora, onde iremos envolver as autarquias, os serviços municipalizados de serviços de água e as escolas para promover a responsabilidade ambiental junto destas comunidades.

 

Os trabalhadores da EPAL e das Águas do Vale do Tejo estão de parabéns, por fazerem sempre parte da solução, contribuindo com o seu conhecimento e dedicação para o desenvolvimento dos territórios do interior de Portugal.

 

Nota: Recentemente a Direção Geral de Saúde optou por efectuar uma campanha de incentivo ao consumo da água com a Associação Portuguesa dos Industriais de Águas Minerais e de Nascente. Saúdo com enorme satisfação a posição pública da APDA – Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas, cujos associados são as empresas responsáveis pela produção e distribuição de água para consumo humano (água da torneira), manifestando-se contra esta iniciativa e estranho, com enorme desagrado, o não cancelamento da campanha por parte da DGS. Neste caso em particular, fazia mesmo sentido terem dado ouvidos aos protestos da APDA. Em prol da sáude pública e do ambiente. 

 

Marcos Sá, diretor de comunicação e educação ambiental da EPAL, é licenciado em Ciências da Comunicação e da Cultura e possui cinco pós-graduações na área da gestão, marketing e Direito. Tem formação executiva na área da liderança, gestão de equipas e internacionalização de empresas. Foi docente, como assistente convidado, durante sete anos, na Universidade Nova de Lisboa. Exerceu funções de vereador da Câmara Municipal de Oeiras e de deputado à Assembleia da República integrando, entre outras, a Comissão de Ambiente. Desde 2011 é dirigente do setor empresarial do Estado, tendo sido responsável, entre 2011 e 2016, pela relação comercial de 98 municípios servidos pela EPAL, assim como, de todos os produtos e prestação de serviços dessa entidade, no mercado nacional e internacional. É ainda vice-presidente de uma instituição, sem fins lucrativos, na área do apoio social para idosos. As opiniões expressas neste artigo vinculam apenas o autor.

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