Colunista Tiago Gali Macedo (Energia - Apoios Comunitários): A aposta da Energia em Portugal

03.02.2016

A tendência demonstra ser a aposta em energias renováveis, bem como a criação de soluções de eficiência energética e de uma rede energética que seja capaz de fornecer cidades inteiras dos países membros da UE, libertando a UE da dependência energética. Daqui surgem novas oportunidades de investimento e este caminho é de facto aliciante, especialmente no que toca à criação de soluções de eficiência energética urbana.

 

Graças às linhas de financiamento disponibilizadas pela UE na eficiência energética, muitas soluções inovadoras foram desenvolvidas e é agora possível contar com novas ferramentas para usufruir de recursos naturais e renováveis.

 

Um dos projetos portugueses vencedores de fundos europeus no âmbito do programa Horizonte 2020 e terminado em Agosto de 2015, foi desenvolvido pela Omniflow e consistiu na conceção de uma turbina inovadora que consegue aproveitar a energia solar e eólica, conseguindo assim maximizar o aproveitamento de energia gerada, em comparação com painéis capacitados apenas para recolher energia de uma das fontes.

 

Esta foi uma excelente oportunidade para a empresa, que teve apoio para criar uma solução diferenciadora e assim tornar-se mais competitiva e, mas também para as próprias cidades que agora dispõem de uma ferramenta de produção energética que trará uma redução de custos, maximização da utilização dos recursos naturais que Portugal pode oferecer.

 

Outra possibilidade de investimento apoiada pela UE é a produção de biocombustíveis. Vencedores de um concurso em 2011 no âmbito do FP7, a A4F – AlgaFuel, S.A. levou a cabo um projeto em consórcio que produziu provas da eficiência económica dos combustíveis produzidos através de algas (biocombustível).

 

Este projeto não só permitiu conhecer uma nova fonte de combustível, mais amiga do ambiente, como criou uma possível solução de independência da importação de combustíveis.

 

Fazendo o melhor uso dos recursos existentes em Portugal, é possível criar variadas soluções inovadoras no campo da energia gerada por fontes naturais, sejam estas sol, vento, ou mesmo algas, produzindo energia e combustível suficiente para tornar as cidades mais autossuficientes e sustentáveis, trazendo mesmo benefícios para a produtividade da economia portuguesa.

 

É sempre no melhor interesse de Portugal e das empresas portuguesas aproveitar estas oportunidades para construir uma sociedade mais verde, mais eficiente e mais competitiva.

 

Tiago Gali Macedo é Vice-presidente e Fundador da Associação Magellan e Sócio fundador da Gali Macedo e Associados, com inscrição na Ordem dos Advogados Portuguesa e Belga. É Licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa, Pós-graduado em Direito do Trabalho, pela Universidade Lusíada e Doutorando na Universidade de Salford (Reino Unido). Possui 2º Ciclo pela Universidade de Santiago de Compostela. É ainda Docente da Universidade Lusíada, da Escola de Gestão do Porto e da Universidade de Baltimore (EUA). O autor escreve, por opção, ao abrigo do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. 

TAGS: Opinião , Tiago Gali Macedo , energia , apoios comunitários
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