Comentário Carlos Zorrinho: Aposta europeia nas energias limpas tornou-se irreversível

20.06.2018

Depois de longas e duras negociações entre o Parlamento, o Conselho e a Comissão, foi selado esta  madrugada o acordo tripartido sobre a Governação da União da Energia, fechando um ciclo negocial que já tinha permitido acordos tripartidos nas negociações das diretivas das Renováveis e da Eficiência Energética.

 

O Regulamento da Governação da União da Energia, parte do pacote legislativo "Energia Limpa para todos os Europeus", estabelece um mecanismo de cooperação e de controlo para supervisionar a execução dos objetivos e das metas da política da UE respeitantes ao clima e à energia para 2030, nomeadamente os relativos às energias renováveis (meta 32%), à eficiência energética (meta 32,5%), às interligações (meta 15%) e às emissões de gases com efeito de estufa (meta 40%).

 

Na sequência das negociações entre os colegisladores, as novas regras deverão assegurar a coerência e a estabilidade das políticas a longo prazo no setor do clima e da energia, proporcionar segurança aos investidores e melhorar a coordenação entre Estados-Membros.

 

Como co-relator do Parlamento em representação dos Socialistas e Democratas bati-me por um acordo mais ambicioso, mas considero que as metas alcançadas e sobretudo o processo dinâmico que será necessário para as atingir marcará uma nova etapa na União da Energia e afirmará a irreversibilidade da aposta na europeia nas energias limpas.


Carlos Zorrinho, eurodeputado do PS, membro da Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia no Parlamento Europeu, é licenciado em Gestão de Empresas e doutorado em Gestão de Informação pela Universidade de Évora. Foi professor catedrático do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, deputado à Assembleia da República pelo PS (1995-2002 e 2004-2014), líder Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República (2011-2014) e, no Governo, ocupou as funções de Secretário de Estado da Energia e da Inovação (2009 e 2011) e secretário de estado Adjunto da Administração Interna entre 2000 e 2002.

VOLTAR