Comentário Paulo Carmona (Energia): Energia fica melhor na Economia

16.10.2018

A Energia pode ser do Ambiente dado que é a produção energética nos transportes, no aquecimento ou na eletricidade, uma das grandes poluidoras e emissoras de carbono a par com as vacas e o seu metano. Contudo também pode ser da Economia, ou da Indústria onde tradicionalmente esteve, dado que é a Energia um dos principais custos suportados pelas empresas e com efeitos diretos na sua competitividade e concorrência nos mercados externos.

 

No limite se a Energia for para o Ambiente a sua preocupação maior será submeter-se aos princípios e normas ambientais, com impacto directo nos custos de produção energética.

 

Imaginemos que a energia conseguia ser toda renovável e amiga do ambiente. Tal seria possível já hoje em dia, com custos enormes, por ser mais cara, para as empresas. Estas teriam um custo acrescido, dado que resto do mundo não está ainda nesse patamar, e venderiam menos ou fechariam por ser menos competitivas. Será sempre melhor ficar na Economia, com restrições ambientais, porque a energia é um instrumento vital na definição das políticas económicas, de produtividade e competitividade.

 

Nesta remodelação haverá restrições ativas que tornam isso difícil. Uma pena…

 

Paulo Carmona, Licenciado em Gestão pela Universidade Católica de Lisboa, é consultor e administrador em empresas de energia nacionais e internacionais, membro da direção da Ordem dos Economistas e diretor executivo do think-tank Missão Crescimento. Foi Presidente da ENMC, Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (2013-2016), administrador na Martifer, CEO da Prio Bio (2006-2009), secretário-geral da APPB (2009-2013), consultor e gestor de fundos de investimento na área da energia (2002-2009), Chairman da ACOMES, professor universitário especialista em mercados de energia e matérias-primas (1999-2014), diretor da Executive Digest (2003-2013).

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