Dependência energética de Portugal subiu para 79 por cento em 2017

15.05.2018

Em 2017 a dependência energética portuguesa atingiu um dos valores mais elevados dos últimos anos ascendendo aos 79 por cento, “um cenário que se deve à seca severa que se fez sentir e que levou a um aumento na importação de combustíveis fósseis”, justifica a APREN – Associação de Energias Renováveis, que divulga hoje dados sobre a eletricidade renovável do último ano:  “2017 – Eletricidade Renovável em Revista”.

 

A APREN apela por isso “à aposta consistente nas energias endógenas e renováveis como forma de aumentar a autonomia energética do país”.

 

As centrais renováveis geraram apenas o equivalente a 42 por cento total do mix de produção elétrica de Portugal. O excedente foi garantido por fontes fósseis, que representaram um acréscimo de quatro milhões de toneladas de dióxido de carbono face a 2016.

 

"O ano de 2017 fica marcado por um saldo exportador de 2,7 GWh, o segundo maior valor de sempre. Este valor apenas foi superado pelo saldo exportador de 2016 que foi de 5,1 TWh", sublinha a APREN.

 

“Aproximam-se para 2018 desafios importantes como o reforço da rede para absorver a potência das novas instalações, o debate do novo pacote de energias limpas da União Europeia, e consequen­temente, o plano de energia e clima para Portugal, a transição e in­tegração em mercado das centrais renováveis variáveis e a extensão de vida e repotenciação das centrais eólicas”, resume a APREN.

 

Perspetiva-se principalmente um aumento do setor solar fotovol­taico existindo já cerca de 4 GW de pedidos de licenciamento de projetos.

 

A associação lembra ainda que é “expectável” que o ano de 2018 seja marcado por uma "maior ambição no combate às alterações climáticas” na sequência do anúncio, no final de 2017, da ade­são de Portugal à “Powering Past Coal Alliance”, aliança criada na COP23, que se compromete a encerrar as suas centrais térmicas a carvão até 2030.

 

Foto: APREN

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