Encerramento de centrais de carvão implica riscos, diz a APREN

06.11.2019

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis alerta para os riscos decorrentes do encerramento das centrais a carvão de Pego e de Sines. As implicações estão relacionadas com "a segurança do abastecimento elétrico nacional e com o possível aumento da dependência de importações de energia elétrica de Espanha". A associação alerta também para a perda de empregos locais e chama a atenção para a necessidade de mitigar os consequentes impactos sociais negativos que podem ser gerados. 

 

Apesar de considerar que a cessação das centrais “não só é tecnicamente possível como desejável”, a APREN afirma que “esta decisão não está isenta de riscos e de alterações nos resultados socioeconómicos, que têm que ser acautelados.”

 

Para resguardar esses riscos, a associação considera ser essencial a conclusão atempada do aproveitamento hidroelétrico do Alto Tâmega e “que as tecnologias Solar PV e Eólica aumentem a potência instalada bem como o montante de geração de eletricidade”. Importa também garantir que “a produção a partir de carvão em Espanha seja encarada como um caso de evento extra mercado e que as entidades reguladoras de Portugal e Espanha alcancem um entendimento para que os dois países operem a um nível equivalente de ambição”.

 

Para a APREN o encerramento das centrais a carvão é “fundamental em termos estratégicos para o crescimento e desenvolvimento sustentáveis da economia nacional e no combate às alterações climáticas”, estando de acordo com as datas concretas, entre 2021 e 2023, anunciadas pelo Primeiro-Ministro para o encerramento das mesmas.

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