Europa quer criar “União da Energia” de mãos dadas com os cidadãos

Vice-presidente da Comissão Europeia esteve ontem em Portugal para uma “Conferência-Diálogo”

03.07.2015

“A União da Energia não deve ser construída em Bruxelas. Deve ser construída em Portugal, França, Eslováquia… Deve ser apoiada pelos cidadãos e pela indústria”.

 

Quem o diz é o vice-presidente da Comissão Europeia, responsável pela União da Energia, Maros Sefcovic (à esquerda na foto), que esteve ontem à tarde no auditório da Fundação Champalimaud para uma Conferência-Diálogo sobre a “União da Energia”.

 

A ideia de uma União da Energia pretende “quebrar barreiras físicas e administrativas”, num espaço que tem hoje 28 mercados de energia, e facilitar a integração das energias renováveis. “O sistema que temos na Europa na área da energia já não é sustentável. Este é o momento da mudança”, sublinhou o vice-presidente da Comissão Europeia.

 

Por outro lado, destacou, é uma oportunidade para “promover o uso de tecnologia europeia” assegurando ao mesmo tempo a “segurança energética”.

 

Esta estratégia é também fundamental, segundo o responsável, para fazer face às alterações climáticas. Maros Sefcovic salientou ainda que Portugal tem muito “a oferecer e ganhar” com esta aposta já que conta com o potencial do Atlântico e dos países da lusofonia.

 

O ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, aplaudiu a iniciativa europeia. “A Europa começou como um projecto de paz, mas também como um projecto muito assente em objectivos ligados à energia, com a comunidade económica do carvão e do aço. Hoje quando estamos confrontados com a necessidade de refundar o projecto político europeu a União Energética ganhou uma dimensão estratégica”, referiu.

 

Jorge Moreira da Silva sublinhou ainda as potencialidades de Portugal, sobretudo no que diz respeito às interligações. "É preciso criar condições para termos um plano de acção detalhado para as interligações energéticas entre Portugal, Espanha e França aprovado no último trimestre deste ano", lembrou.

 

O ministro salientou que Portugal está no centro das discussões sobre energia porque além de um diálogo europeu, tem um diálogo transatlântico, mediterrânico e lusófono. "Portugal tem a capacidade de interagir de uma forma que pode criar mais condições para uma influência neste domínio". 

 

Ana Santiago

TAGS: União da Energia , Maros Sefcovic , energia , União Europeia
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