
FCT coordena projeto para reduzir impacto ambiental de gases fluorados com 1,7 milhões de euros
Reduzir o impacto ambiental de gases fluorados através do desenvolvimento e implementação de Tecnologias Facilitadoras Essenciais é o principal objetivo do projeto KET4F-Gas, coordenado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA, e que conta com 13 parceiros de Portugal, Espanha e França.
“Os gases fluorados, usados massivamente no sector da refrigeração, são gases de efeito estufa com um elevado potencial de aquecimento global. O seu uso aumentou drasticamente nos últimos anos, como consequência da necessidade de substituir os clorofluorocarbonetos, responsáveis pela destruição da camada de ozono”, explica Ana B. Pereiro, coordenadora responsável do projeto europeu cofinanciado pelo Programa Interreg Sudoe através do FEDER, com 1,7 milhões de euros.
A investigadora no Laboratório Associado para a Química Verde-REQUIMTE, na FCT NOVA, salienta ainda que no atual contexto de seca persistente das regiões do sudoeste europeu, onde há cada vez mais eventos de incêndios dificilmente controláveis, relacionados com períodos prolongados de seca e fortes ventos, a investigação sobre alternativas que permitam reduzir as emissões de gases de efeito estufa é da mais alta prioridade.
O Projecto KET4F-Gas vai recuperar os gases fluorados utilizados em equipamentos de refrigeração e ar condicionado, e assim reduzir as suas emissões. O avanço tecnológico traduzir-se-á na aplicação direta da química verde para desenvolver solventes alternativos benignos e mais eficientes.
“O projeto potencia a investigação aplicada e a eco-inovação para proteger o meio ambiente, permitindo a transferência tecnológica para melhorar a competitividade das empresas na área Sudoe”, acrescenta João M. M. Araújo, co-coordenador do projeto.
Os resultados do trabalho de investigação vão permitir sensibilizar os gestores de resíduos, administrações públicas e indústria, uma vez que na região SUDOE, até à data, não há tecnologia aplicada nesta área e as empresas têm necessidade de cumprir a legislação.
Foto: FCT