Helena Alegre (LNEC): “Terceira edição do iGPI será mais simplificada e mais massificada” (COM VÍDEO)

Investigadora do LNEC que integrou equipa de coordenação do projecto fez o balanço da segunda edição da iniciativa

01.04.2016

A investigadora e Directora do Departamento de Hidráulica e Ambiente do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), Helena Alegre, que integrou a equipa de coordenação da segunda edição do iGPI em 2015 (Iniciativa Nacional para a Gestão Patrimonial de Infraestruturas), revela ao Ambiente Online que a terceira edição da iniciativa será mais “simplificada, mas também mais massificada” dando a oportunidade a mais entidades gestoras de participarem no projecto.

 

“Foi muito importante termos estas iniciativas [mais restritas], mas pensamos que o passo seguinte tem que ser no sentido da massificação. Queremos que este processo de amadurecimento nos permita agora simplificar e ter uma oferta de capacitação de que o sector precisa e que exija menos das entidades, mas que exija também menos de nós para cada uma das entidades”, resume.

 

Helena Alegre explica que até aqui não foi possível ter muitas entidades gestoras a participar porque o trabalho envolve a análise de muita informação de cada entidade gestora de forma a que seja possível produzir recomendações ao longo do processo.

 

O projecto iGPI 2015, coordenado pela investigadora Adriana Cardoso, focado na gestão de infra-estruturas de água, águas residuais e águas pluviais, decorreu com a participação de 17 entidades gestoras, 16 nacionais e uma Espanhola, a Aguas de Valencia responsável por 300 municípios. “Na verdade foi uma iniciativa Ibérica”, ressalva Helena Alegre.

 

A iniciativa “teve como objectivo formar equipas, internalizar o processo de gestão patrimonial de infra-estruturas nas próprias empresas e produzir planos estratégicos e planos tácticos de gestão patrimonial de infra-estruturas”, explica.

 

Helena Alegre garante que o balanço feito pelas entidades gestoras não podia ser melhor. “Aquilo que as entidades gestoras nos dizem é que não são as mesmas antes e depois. É muito gratificante. Com o projecto aprende-se a gerir melhor, a definir prioridades, mas de forma documentada. Percebe-se por que é que a ordem de prioridades é aquela. Tudo aquilo fica transparente  e justificado. Quando vem alguém a seguir, mesmo que haja mudança no conselho de administração, percebe-se por que é que o caminho foi aquele e não foi outro”, resume.

 

O 2º fórum iGPI 2015 teve lugar no dia 30 de Março, no LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), e destinou-se a divulgar publicamente o trabalho e os resultados obtidos pelas entidades gestoras participantes promovendo a discussão de vários tópicos relacionados com a implementação e manutenção de programas de GPI.

 

Ana Santiago 

TAGS: Helena Alegre , IGPI , LNEC , entidades gestoras
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