
Lisboa vai lançar concurso público internacional para 130 ilhas ecológicas
O município de Lisboa aprovou na reunião de câmara de ontem, quarta-feira, 9 de Dezembro, o lançamento de um concurso público internacional para a instalação de 130 ilhas ecológicas na cidade nos próximos dois anos.
Cada uma das ilha terá quatro contentores e alguns contentores compactadores, o que corresponde a um “reforço significativo da contenção subterrânea da cidade de Lisboa”, avançou o vice-presidente da Câmara de Lisboa, Duarte Cordeiro, ao Ambiente Online.
Duarte Cordeiro, que tem o pelouro da higiene urbana, estruturas e mobilidade de proximidade, garante que este investimento da autarquia pretende funcionar como “uma segunda rede de suporte” e não substituir a recolha porta a porta.
“O objectivo é reforçar a capacidade de contingência do município para situações em que necessita de estar durante um período sem recolha e simultaneamente aumentar a comodidade dos Lisboetas especialmente quando existe alguma necessidade que não é compatível com o dia de recolha de determinado resíduo”, explicou o autarca.
As ilhas serão distribuídas por praças e locais estratégicos de Lisboa de forma a que qualquer cidadão, “a uma distância cómoda”, possa alcançar facilmente os contentores.
Já no próximo ano a câmara quer implementar um sistema de gestão inteligente (contentores com chips) que permita à autarquia optimizar a recolha e disponibilize ao cidadão informação sobre o estado de enchimento do contentor para que se possa deslocar ao ecoponto disponível mais próximo. “A ideia é evitar aquela sensação de frustração que é dirigirmo-nos a uma eco ilha que está cheia”, exemplifica.
No caderno de encargos a câmara exigirá por isso que estes novos contentores sejam compatíveis com um futuro sistema de gestão inteligente.
Recorde-se que o sistema de recolha porta a porta, que permite atingir maiores níveis de reciclagem, ainda não cobre a totalidade da cidade de Lisboa, mas a ideia é que seja alargado a todo o município em 2018. Duarte Cordeiro alerta no entanto para o facto de nem todas as zonas da cidade sere compatíveis com este sistema.
Ana Santiago