
Metas da Comissão Europeia para renováveis e clima aquém das expectativas portuguesas
As novas metas apresentadas por Bruxelas esta quarta-feira para o clima e energia até 2030 deixaram algum amargo de boca no executivo português, sabe o Portal Ambiente Online, apesar de irem ao encontro das pretensões de Portugal em algumas das propostas.
A meta de 40% de redução de emissões até 2030, por exemplo, coincide com o que Portugal e outros Estados-membros defendiam, caminhando-se a longo prazo para um objectivo ambicioso de redução das emissões em 80 a 95% até 2050. Porém, o facto de se optar por se impor uma meta global nas energias renováveis, sem a definição de objectivos nacionais, poderá criar desequilíbrios entre os Estados e gorar, em certa menina, a intenção de Portugal de se impor como exportador de energia verde.
Ainda assim, o pacote de medidas anunciado contempla a intenção de se aumentar a curto prazo em 10% a capacidade de interligações das redes eléctricas entre todas as regiões europeias, uma das reivindicações recentes do ministro do Ambiente português, Jorge Moreira da Silva, e que facilitará a venda de energia eléctrica por Portugal. Falta, contudo, a Europa comprometer-se com metas de longo prazo, com Moreira da Silva a defender 12% de interligação até 2020 e 15% até 2030.
Já a meta das renováveis e a meta da eficiência energética ficaram muito aquém das ambições portuguesas. A proposta de Portugal, segundo Jorge Moreira da Silva, passava por “o mínimo de 40% de energias renováveis e 30% de eficiência energética”. Mas Bruxelas ficou-se por 27% de renováveis e não renovou a meta de eficiência energética, que estava nos 20% para 2020, remetendo para um diploma futuro este tema.