Ministério do Ambiente obriga Celtejo a reduzir efluente por mais um mês

05.02.2018

O Ministério do Ambiente, através da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), decidiu prolongar por mais 30 dias todas as medidas provisórias impostas à empresa Celtejo, nomeadamente a redução para metade do volume de efluente rejeitado no Tejo, dado o problema da fraca qualidade da água do rio onde foram detetados níveis de celulose cinco mil vezes acima do normal.

 

A tutela informa ainda que estas medidas, que tinham sido decretadas a 26 de janeiro por um prazo de 10 dias, poderão, após reavaliação, "vir a ser prolongadas por mais 30 dias, data em que se estima já poder ser passada uma nova licença para a rejeição de efluentes, com regras adaptadas à capacidade real do rio Tejo", informa a tutela.

 

“Neste momento, apesar de se verificar uma melhoria nos valores de oxigénio dissolvido na água – que, ainda assim, não atingem os valores normais para a época –, a precaução obriga a que sejam mantidas as restrições já decididas por um período de 30 dias. As condições hidrológicas e de seca mantêm-se, aguardam-se os resultados de todas as análises necessárias e sabemos hoje que se encontram depositados a jusante do local de descarga 12 mil metros cúbicos de sedimentos que já começaram a ser removidos”, explica o Ministério do Ambiente em comunicado.

 

O Ministério do Ambiente sublinha que ano de 2017 e o início de 2018 caracterizaram-se por uma seca acentuada em Portugal continental. “Esta situação provocou uma redução dos caudais no rio Tejo, facto que diminui a sua capacidade de autodepuração”.

 

Estes problemas de qualidade da água começaram a perceber-se no ano de 2017, levando o Ministério do Ambiente, "não apenas a intensificar as ações de monitorização e de fiscalização das massas de água e das principais descargas de efluentes, mas também a promover um estudo do perfil da massa de água, naquele troço específico (entre Perais e Belver) que se encontra a ser realizado pela Universidade Nova de Lisboa", informa.

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