Novos dirigentes da APDA já tomaram posse

07.05.2018

Os novos dirigentes da APDA (Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas), que vão estar à frente da associação até 2020, tomaram posse no dia 2 de maio. Os elementos dos órgãos sociais foram eleitos durante a assembleia geral de 19 de abril.

           

O novo presidente do conselho diretivo da APDA é Rui Godinho (EPAL), que sucede o anterior presidente, Nelson Geada. Frederico Fernandes (Águas do Porto) ocupa o cargo de vice-presidente, tal como José Salgado Zenha (Águas do Tejo Atlântico), Maria José Batista (Serviços Municipalizados de Castelo Branco) e Rui Marreiros (EMAS de Beja).

 

A mesa da assembleia geral é presidida por Francisco Oliveira (Águas do Ribatejo). Os secretários são Francisco Marques (SMAS de Tomar) e Maria Gertrudes Rodrigues (Be Water).

 

O presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, é presidente do Conselho Fiscal. Como secretários estão Jorge da Silva Nemésio (SMAS de Ponta Delgada) e Vitor Lemos (SMSB de Viana do Castelo).  

 

O presidente do Conselho Diretivo, Rui Godinho, lembrou, durante a tomada de posse, que a APDA é a associação mais representativa do setor. “A APDA não é contra, é a favor. A favor das melhores soluções para o setor da água e ambiente”.

 

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS SÃO GRANDE DESAFIO 

 

Os novos órgãos reconhecem a “necessidade de melhorar a gestão dos recursos hídricos em ambiente de escassez e incerteza” e a urgente atenção que há a dar “à necessidade de preparação das Entidades Gestoras, e do setor em geral, para os fenómenos extremos relacionados com as alterações climáticas. É por isso “indispensável o planeamento de curto, médio e longo prazo ao nível da bacia/região hidrográfica, por forma a poder garantir-se a suficiência e a segurança hídricas para o país”.


De acordo com o programa eleitoral dos novos órgãos é urgente “reavaliar todos os parâmetros de abordagem que concorrem para garantir a resiliência dos sistemas de abastecimento de água, drenagem e saneamento de águas residuais e pluviais tão flagrantemente posta em causa em 2017, em diversas regiões do país”.
 

Os responsáveis defendem a necessidade de consolidar uma “cultura de inovação” no setor, contribuindo com ações de “investigação, inovação e desenvolvimento” para a criação de um forte “cluster” assente em critérios de exigência como a “eficiência ambiental que, a par da sua aplicação aos serviços de água e saneamento, envolva a gestão integrada dos recursos hídricos incluindo as bacias hidrográficas internacionais ibéricas que interessam a Portugal, bem como a manutenção e melhoria do estado das massas de água e dos ecossistemas".

Para os novos dirigentes é ainda importante apostar em ações relacionadas com a cibersegurança no setor da água promovendo "as melhores práticas de análise do risco e de deteção de vulnerabilidades, no sentido da criação de planos de resposta a incidentes de cibersegurança".
 

Os novos dirigentes prometem continuar a trabalhar sobre a importância que o “valor da água e a eficiência na gestão, nomeadamente no controlo das perdas e na promoção da qualidade da água para consumo humano, assumem na atividade das Entidades Gestoras dos serviços de água e saneamento.

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