Nuno Leite (Esri Portugal): SIG ajudam empresas de água e resíduos a fazer mais com menos (COM VÍDEO)

13º Encontro de Utilizadores Esri Portugal decorre hoje e amanhã na Culturgest

07.10.2015

Os SIG (Sistemas de Informação Geográfica) ajudam as empresas de água e resíduos, que se deparam com restrições orçamentais, a alcançar elevados níveis de eficiência fazendo “mais com menos”, analisa o Director de Negócios da Esri, Nuno Leite, em declarações ao Ambiente Online.

 

“Existem muitas entidades privadas que são concessionárias de distribuição de água e são todas pressionadas para ser mais eficientes. Temos trabalhado com os principais players do mercado para customizar soluções que permitem atingir essa eficiência, permitindo saber as intervenções que são feitas diariamente no terreno, onde é que devem ser feitas, com que frequência, quais são as prioridades e os recursos”, revela o responsável da empresa que organiza hoje e amanhã na Culturgest, em Lisboa, o EUE 2015 - 13º Encontro de Utilizadores Esri Portugal - SIG: Liderança, Inovação e Crescimento.

 

“A ideia é perceber qual é a configuração óptima de recursos para que com o mínimo custo possível se consiga assegurar a qualidade e segurança do serviço e disponibilizar a água ao cliente”, realça.

 

As empresas de água usam as tecnologias para múltiplos fins, nomeadamente para cadastrar a rede, os activos e para modelar essa rede. “A Águas do Porto, que tinha perdas ao nível dos 50 por cento, implementou um SIG, em integração com outras tecnologias, e através de um programa de monitorização reduziu esse valor para metade (22 por cento)”, ilustra.

 

A integração do SIG com sistemas de gestão comercial, por exemplo, permite ainda às empresas verificar onde se registaram cortes de água, identificar os clientes afectados e agilizar o processo de comunicação com os clientes, exemplifica.

 

No caso dos resíduos, salienta Nuno Leite, a tendência tem sido dirigida para a optimização do processo de recolha, designadamente das rotas de recolha. “Uma vez mais aqui há um grande foco na redução dos custos operacionais. O que se pretende é optimizar o tempo da operação para reduzir os custos operacionais, como o combustível dos veículos de recolha e a mão-de-obra que tem custos elevados já que a operação é realizada num horário nocturno. Tudo isto é feito assegurando ainda assim o nível de serviço”, destaca.   

 

Nuno Leite sublinha que na área do ambiente a Esri trabalha com entidades de múltiplas dimensões, desde a Administração Central, onde se inclui a Agência Portuguesa do Ambiente, até empresas de engenharia e consultoria ambiental.

 

A temática do ambiente está inerente aos processos de negócio em múltiplos sectores, tendo em conta que há regras ambientais a cumprir em vários sectores, e o SIG também é determinante para os ajudar a fazê-lo de “forma eficiente e com baixo custo ao nível de recursos afectos”.

 

“Aquilo que oferecemos ao mercado é uma plataforma que ajuda a agregar informação de suporte à decisão, ou seja, informação geográfica sobre a qual vão assentar grande parte dos processos de monitorização ambiental, por exemplo. Disponibilizamos também uma série de aplicações simples de configurar que permitem acelerar a distribuição de informação a quem dela precisa para tomar decisão. A tecnologia ultrapassou as barreiras, aproximou-se do negócio e é transversal dentro das organizações”, conclui Nuno Leite.

 

Ana Santiago 

TAGS: SIG , Sistemas de Informação Geográfica , tecnologias , água , resíduos , Nuno Leite , Esri , EUE , Encontro de Utilizadores Esri Portugal
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