Primeiro centro europeu para testar robôs em parques eólicos offshore será instalado em Portugal

14.01.2020

O primeiro centro europeu de teste de robôs marítimos em ambiente real vai ser criado na costa de Viana do Castelo. O projeto europeu Atlantis Test Center irá possibilitar a validação de soluções robóticas nas condições climatéricas mais extremas, em especial nos trabalhos de inspeção e manutenção das infraestruturas eólicas offshore.

 

O projeto, com duração prevista de três anos, é liderado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), e conta com a participação da EDP e com apoios de diversos parceiros tecnológicos e académicos.

 

O Atlantis Test Center irá criar uma plataforma, pioneira na Europa, que pretende “demonstrar as tecnologias e soluções robóticas que são essenciais à inspeção e manutenção de parques eólicos offshore”, explica o INESC TEC em comunicado.  

 

O foco do projeto será a inspeção, manutenção e reparação de infraestruturas eólicas offshore, “onde diversos robôs autónomos (subaquáticos, de superfície e aéreos) serão desenvolvidos e testados em diversos cenários industriais, como, por exemplo, na inspeção de cabos de amarração, monitorização de estruturas subaquáticas ou na limpeza de turbinas”, refere.

 

A utilização de soluções robóticas neste setor tem como objetivo “mitigar riscos e diminuir os custos de operação e manutenção dos parques eólicos offshore, nomeadamente em águas profundas, contribuindo também para a redução do custo normalizado de energia”, afirma o INESC TEC.

 

"O Atlantis Test Center permitirá quantificar o valor acrescentado de nova tecnologia robótica e acelerar a sua integração no setor da energia eólica marítima. O projeto assenta numa verdadeira simbiose entre as indústrias da energia e da robótica marinha. Este centro de inovação será instalado em Viana do Castelo e terá uma importância estratégica para o roteiro científico da robótica em toda a Europa”, afirma Andry Maykol Pinto,coordenador do projeto e investigador no INESC TEC.

 

O projeto utilizará o parque WindFloat Atlantic para validar e demonstrar aplicações robóticas, desenvolvidas por centros de investigação ou por empresas tecnológicas, membros do consórcio, que contribuam para a sustentabilidade do setor.  

 

"Será uma excelente oportunidade para as pequenas e médias empresas (PME) que desenvolvam tecnologias capazes de reforçar a sustentabilidade do setor eólico marítimo, pois terão a possibilidade de avaliarem experimentalmente os seus produtos, e adequarem a sua oferta às necessidades e expetativas de um mercado emergente”, acrescenta Andry Maykol Pinto. 

 

Este projeto conta com um investimento de 8,5 milhões de euros, sendo financiado pelo H2020 – Programa Quadro para a Investigação e Inovação.

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