Programa de neutralidade das Águas de Portugal poupa 5,3 milhões por ano

29.07.2020

O Programa de Neutralidade Energética ZERO, hoje apresentado, vai permitir ao grupo Águas de Portugal Programa Zero eliminar cerca de 205 toneladas de emissões de CO2 por ano, o que representa uma poupança anual de 5,3 milhões. Esta estratégia para a neutralidade envolve todas as empresas do universo AdP e conjugará a instalação de sistemas para produção articulada de energia de fontes renováveis, com base solar, hídrica, biogás e eólica. de diversas renováveis - concentrando na energia a partir do solar cerca de 70% da produção global. A produção de energia 100% renovável, atingirá um valor de 757.7 Gwh/ano, até 2030, o que representa 105% da eletricidade que consome. Recorde-se que o grupo é o maior consumidor público de energia elétrica, sendo responsável por cerca de 1,4% de energia consumida pelo país.


O ZERO conjugará a redução de consumos e a produção própria de energia, envolvendo processo de reengenharia energética e parceiros municipais, num investimento de 370 milhões de euros. A Águas de Portugal aspira a tornar-se «o primeiro grupo de dimensão internacional a atingir a neutralidade energética em todas as suas atividades nacionais e internacionais, a nível mundial».O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes saudou o «belíssimo exemplo de gestão» e garantiu que este é um caso pensado para poder ser transposto a outros sistemas, em todo o país.


O plano prevê a utilização de recursos disponíveis nas instalações das empresas do grupo, como por exemplo o biogás das Estações de Tratamento das Águas Residuais (ETAR), mas também energia eólica, hídrica e solar fotovoltaico, incluindo solar flutuante, a instalar nas albufeiras, num mix integrado que visará a maximização do autoconsumo e o storage de energia.

 

A maximização da energia produzida para autoconsumo obrigará «a alterações no padrão da operação, incorporando a produção e armazenamento de energia no core da acividade de abastecimento, saneamento e reutilização e promovendo a reengenharia de sistemas e processos para aumento de eficiência. Implicará ainda a aposta na digitalização e na qualificação dos trabalhadores, sem esquecer o desenvolvimento regional e social».


O programa acolhe vários projetos ligados ao hidrogénio verde, tendo sido um deles, com base nas águas residuais tratadas, escolhido pelo Comitté de Admissão para integrar a candidatura portuguesa à Important Project of Common European Interest (IPCEI) do Hidrogénio, revelou José Furtado, presidente do Grupo AdP – Águas de Portugal.«Estamos a capacitar-nos para responder aos desafios emergentes, o nosso compromisso é estarmos na linha da frente, onde a gestão da energia é determinante. Começámos pelo lado da eficiência- no abastecimento, saneamento, redução de perdas de água e redução de afluências indevidas – assim conseguindo reduzir 20% do consumo» garantiu José Furtado.

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