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Portugal não cumpre meta do PNAEE
2009-10-21
Portugal
não cumpriu a meta estabelecida no Plano Nacional de Acção para
Eficiência Energética (PNAEE) de reduzir o consumo energético em
cerca de um por cento anualmente. Em 2008, o País só conseguiu
poupar 119 mil tep, ou seja, ficou abaixo dos 160 mil tep que a meta
exige.
«A
eficiência energética não é linear. Há vários factores que
interferem na entrada em vigor das medidas enunciadas num plano desta
índole. Até porque se uma medida ainda não está em vigor acaba
por ser compensada por outra», justifica
ao jornal Água&Ambiente Alexandre Fernandes, director-geral da Adene – Agência para a
Energia, entidade que coordena o PNAEE.
Mas
o atraso no cumprimento do PNAEE não se fica por aqui. O documento
que faz a análise da execução do plano,
no final de 2008, revela que a taxa de
execução do PNAEE está nos 6,6 por cento. Isto significa que até
2015 – horizonte do plano – a execução deste plano terá de ter
uma média anual de cerca de 13,2 por cento, portanto, o dobro do
registado em 2008.
Entre
as medidas que menos contribuíram para este cômputo estão os
programas afectos à mobilidade urbana e ao Estado. No sector dos
transportes, os programas mobilidade urbana e sistema de eficiência
energética para os transportes - que inclui, por exemplo, a criação
de planos de mobilidade urbana para capitais de distrito e centros
empresariais; ou a transferência modal de cinco por cento do
transporte individual para colectivo – ainda não arrancaram.
Do lado comportamental, o Programa "Mais" também ainda não viu a luz do dia. Este prevê, por exemplo, o lançamento do Prémio Mais Eficiência para empresas, edifícios, escolas, entre outras; e a criação do selo ou credenciação Mais Eficiência Energética para identificar boas práticas nas vertentes casa, autarquia, empresa, escola e equipamentos.
Do lado comportamental, o Programa "Mais" também ainda não viu a luz do dia. Este prevê, por exemplo, o lançamento do Prémio Mais Eficiência para empresas, edifícios, escolas, entre outras; e a criação do selo ou credenciação Mais Eficiência Energética para identificar boas práticas nas vertentes casa, autarquia, empresa, escola e equipamentos.
No
capítulo do investimento e financiamento, o Fundo de Eficiência
Energética também ficou pelo caminho. De acordo com Alexandre
Fernandes, o despacho ministerial que cria este fundo ainda está em
apreciação na tutela, pelo que só deverá avançar na próxima
legislatura.
Autor / Fonte
Lúcia DuarteNotícias relacionadas
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