11.º FÓRUM ENERGIA ALIMENTA DEBATES ESTRATÉGICOS SOBRE OS GRANDES TEMAS DA ATUALIDADE DO SETOR

11.º FÓRUM ENERGIA ALIMENTA DEBATES ESTRATÉGICOS SOBRE OS GRANDES TEMAS DA ATUALIDADE DO SETOR

O 11.º Fórum Energia está agendado já para os próximos dias 21 e 22 de novembro e, em mais uma reunião anual do setor da Energia, debatem-se os grandes temas na ordem do dia, a par e passo com a atualidade, mas com visão estratégica e um olhar transversal a vários mercados e áreas setoriais.     

A primeira versão da revisão do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC 2030) foi publicada este mês e prevê uma meta de 85% para a incorporação de energias renováveis na produção de eletricidade até 2030. É reforçada a aposta no setor fotovoltaico e na eólica offshore, duplica-se a capacidade prevista de eletrolisadores para produção de hidrogénio verde e definem-se objetivos e medidas para acelerar a descarbonização de todos os setores de atividade. A versão final só terá de ser entregue à Comissão Europeia em junho de 2024, e, por isso, este será um ano decisivo para afinar estratégias e colocar em diálogo, decisores e profissionais, para que a ambição tenha pernas para andar e seja possível estugar o passo nos próximos anos, rumo a um setor energético mais renovável e uma economia mais descarbonizada. O 11.º Fórum Energia será o palco privilegiado para esta reflexão estratégica, mas também para destrinçar os detalhes que podem fazer toda a diferença na hora de passar da teoria à prática.      
O reforço da aposta na eólica offshore foi anunciado ainda em 2022, com a promessa de atingir uma capacidade de 10GW, até 2030, mas na proposta de revisão do PNEC já só se prevê a instalação de 2GW até final da década, atirando-se para o pós-2030 a instalação da maior parte desta nova capacidade. Entretanto, o grupo de trabalho para o planeamento e operacionalização destes centros electroprodutores já veio propor que, numa primeira fase, seja dada prioridade a localizações em Viana do Castelo, Leixões e Figueira da Foz e até setembro, estarão a ser desenvolvidos os modelos do procedimento concorrencial para que o primeiro leilão seja aberto até ao final deste ano. Apesar da expetativa de criar aqui uma nova fileira industrial, esta é uma aposta que implica a coordenação de diversas variáveis, desde o desenvolvimento da rede elétrica aos impactos no ambiente e noutras atividades económicas, rodeando o processo de incertezas e obrigando a dar passos seguros. O 11.º Fórum Energia quer participar neste debate e antecipar os próximos passos, sem deixar de trazer avisos à navegação para que se chegue a bom porto.     

Até final deste mês, estão em consulta pública as peças do leilão para a compra centralizada de biometano e hidrogénio renovável, uma medida que visa promover um ambiente favorável à expansão dos gases renováveis. O Ministério do Ambiente e da Ação Climática já anunciou, de resto, que quer aumentar para 5,5 GW a capacidade instalada de eletrolisadores até final da década, acelerando o investimento no hidrogénio verde, e prometeu um Plano de Ação para o Biometano, cuja proposta técnica já foi entregue à tutela. É mais um tema que estará debaixo de foco, na próxima edição do Fórum Energia, já que a descarbonização da rede de gás e dos setores onde a eletrificação não é opção não pode ficar para trás nesta corrida rumo à neutralidade carbónica.  

Estes e outros temas estarão na agenda do grande fórum anual do setor da Energia que volta a estar integrado em mais uma edição da Semana de Ambiente, que inclui outros dois eventos estratégicos – o 17.º Fórum Resíduos e a 18.ª Expo Conferência da Água – para debater os caminhos mais sustentáveis para o futuro da economia e da sociedade e que este ano se realiza de 21 a 28 de novembro.  

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