
Conheça o rosto dos oradores da Conferência Biorresíduos
09H00 - SESSÃO DE ABERTURA
Com a obrigatoriedade da recolha seletiva de biorresíduos, a União Europeia assumiu uma posição clara sobre a necessidade de garantir a circularidade na gestão de recursos orgânicos.
Recuperar e tratar os biorresíduos é um enorme desafio que só poderá ser superado se for possível produzir matérias-primas secundárias a partir deles.
PAINEL I - RESÍDUO LIMPO
Com a obrigatoriedade da recolha seletiva de biorresíduos, a União Europeia assumiu uma posição clara quanto à necessidade de garantir a circularidade na gestão de recursos orgânicos.
O principal desafio para implementação desta circularidade é a contaminação dos biorresíduos nos sistemas de recolha e os encargos que daí decorrem para as instalações de tratamento, designadamente no caso da contaminação por plásticos, o mais persistente e difícil de solucionar.
No essencial, a circularidade na gestão de recursos orgânicos depende de estes poderem constituir matérias secundárias limpas. Só assim se reduzem os custos de tratamento e se garante, simultaneamente, a disponibilização de recursos com qualidade e benefícios ambientais.
O sucesso para a garantia do resíduo limpo anda de mãos dadas com o desafio de se conseguir o envolvimento da população e da sua adesão aos sistemas de recolha e, por isso, é crucial informar e sensibilizar com eficácia, garantindo a participação dos cidadãos, mas também criar os incentivos económicos corretos.
KEYNOTE SPEAKER: O que está em causa quando falamos de Resíduo Limpo?
Pontos-chave
- Biorresíduo: resíduo versus recurso
- “Contaminação zero” para facilitar o tratamento e produzir um produto de qualidade
- Importância da mobilização da população e adequação dos modelos de recolha
Ana Silveira - Professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa / Investigadora do MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente) / ARNET Laboratório Associado
INTERVENÇÕES:
INFORMAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA POPULAÇÃO
Pontos-chave
- Quais os caminhos para mobilizar a comunidade e garantir a adesão dos cidadãos aos sistemas de recolha?
- Quais os grandes desafios dos municípios ao nível da comunicação?
Lia Vasconcelos – Professora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa / Investigadora do MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente) / ARNET Laboratório Associado
Catarina Rebelo – Investigadora da Associação para a Inovação e Desenvolvimento da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa
José Manuel Palma - Professor de Psicologia Ambiental na Universidade de Lisboa
INCENTIVOS ECONÓMICOS
Pontos-chave
- Principais incentivos económicos e sua aplicação
- Casos de sucesso
Miguel Nunes – Vogal do Conselho de Administração da ERSAR
MODELOS DE RECOLHA
Pontos-chave
- Caracterização dos modelos de recolha e qualidade da matéria-prima. O desafio da contaminação
- Recolha porta-a-porta domésticos alimentares
Carlos Mendes – Diretor-geral Maiambiente
- Caracterização dos modelos de recolha e qualidade da matéria-prima. O desafio da contaminação
- Recolha na via pública domésticos alimentares
Luís Assunção – Vice-Presidente da Porto Ambiente
Luís Capão - Presidente do Conselho de Administração da Cascais Ambiente
- Caracterização dos modelos de recolha e qualidade da matéria-prima. O desafio da contaminação
- Recolha canal HORECA
Paulo Rodrigues – Chefe da Divisão de Ambiente da Câmara Municipal de Matosinhos
PAINEL II - MONITORIZAÇÃO E TRANSPARÊNCIA
A palavra-chave para se garantir um recurso valioso com aplicação na agricultura e na indústria dos fertilizantes chama-se confiança, e a confiança garante-se com monitorização e controlo dos processos de valorização, nomeadamente digestão anaeróbia e compostagem e de cada uma das tecnologias de valorização. Só assim se obtém um produto final higienizado e de elevada qualidade. E só assim se gera a confiança do utilizador final, seja a indústria, seja o consumidor. Mas a monitorização permite também controlar os custos do processo e garantir um produto de melhor qualidade a um preço mais baixo.
De igual modo, também a transparência dos processos de compostagem e seus resultados se afigura crucial. É fundamental assegurar a rastreabilidade das matérias secundárias. Monitorização e Transparência são duas ideias-chave para garantir a confiança que é tão necessária para a valorização dos biorresíduos.
KEYNOTE SPEAKER: O que está em causa quando falamos de monitorização e transparência do processo de tratamento?
Pontos-chave
- O impacto da qualidade da matéria-prima no processamento — na operação, na produção de refugos e nos custos associados
- Como gerir o processo para obter maior eficiência
Susana Lopes – Unidade de Negócio Internacional LIPOR
INTERVENÇÕES:
VALORIZAÇÃO ORGÂNICA E SUA RASTREABILIDADE
Pontos-chave
- A importância da monitorização das instalações e da demonstração de resultados
- Boas práticas para processos eficientes
- A operação das instalações para obter um composto de qualidade
Maria José Sebastião - Responsável da Área de Valorização Orgânica da Amarsul
Sérgio Lopes - Coordenador de Produção da Estação de Tratamento e Valorização Orgânica (ETVO) - Valorsul
Ana Silva – Diretora Técnica de Valorização e Tratamento na GESAMB
VALORIZAÇÃO ENERGÉTICA DOS BIORRESÍDUOS
Pontos-chave
- O potencial do biogás e as tecnologias disponíveis
Teresa Ponce de Leão – Presidente do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG)
- O aproveitamento energético do biogás: potencialidades e mercado do biogás
José Manuel Palma - Professor de Psicologia Ambiental na Universidade de Lisboa
Painel III - PRODUTO DE QUALIDADE
As orientações da União Europeia são claras: os Estados-Membros devem promover a produção e utilização de composto a partir de biorresíduos. Devem apoiar proativamente a ampla aceitação deste recurso pelos utilizadores finais como forma de promover a eficiência na utilização dos recursos e a economia circular, reduzindo significativamente a utilização de fertilizantes e a pegada ambiental dos alimentos, tal como aponta o Pacto Ecológico Europeu.
Daí a importância de produtos de qualidade (composto e digerido) utilizados no solo sem contaminação. A garantia da qualidade é fundamental para a confiança dos consumidores: agricultores e produtores de fertilizantes.
Ter biorresíduos de qualidade — Produto de Qualidade — não é apenas uma questão de gestão de resíduos ou de produção de matérias secundárias com baixas emissões, é também um fator determinante da saúde do solo, da biodiversidade e de uma produção agrícola sustentável.
KEYNOTE SPEAKER: O que está em causa quando falamos de Produto de Qualidade?
Pontos-chave
- O composto hoje na União Europeia. Tendências e orientações
- Quality Assurance System (QAS) aplicados ao composto
- O contributo dos QAS para alavancar a comercialização do fertilizante
Stefanie Siebert – Diretora Executiva da European Compost Network (ECN)
INTERVENÇÕES:
COMERCIALIZAÇÃO DE CORRETIVOS ORGÂNICOS
Pontos-chave
- Restrições e limitações à aplicação de composto no solo
- A comercialização do composto: a experiência de quem o faz — dificuldades e oportunidades
Filipa Teixeira - Gestora Comercial da Lipor
Miguel Nunes - Responsável da Área Técnica e I&D da Algar, S.A.
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR (AGRICULTOR)
Pontos-chave
- O que deve ser feito para aumentar a confiança do consumidor?
- Qual a perspetiva do consumidor relativamente à qualidade?
- Qual a expetativa do consumidor em matéria de preço?
- Que políticas de incentivos podem alavancar o consumo?
Domingos Santos – Vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal
PRODUÇÃO DE FERTILIZANTES
Pontos-chave
- Qual a expetativa dos produtores de fertilizantes relativamente ao composto produzido com base em biorresíduos?
- Quais os critérios de qualidade exigidos pela indústria de fertilizantes?
- Que dificuldades existem hoje e como podem ser ultrapassadas?
Hartmut Nestler – Diretor de Investigação na Leal & Soares, S.A. (SIRO)
Pode ainda consultar: Programa Conferência Biorresíduos
NOTA: O programa publicado poderá sofrer alterações.