Agere acusa: ato criminoso na origem de descarga no rio em Braga

10.09.2021

A Agere – Águas, Efluentes e Resíduos de Braga afirmou que a descarga de águas pluviais no rio Este resultou de uma “ação deliberada e criminosa” e manifestou estranheza por a situação se repetir em período pré-eleitoral. Em comunicado, a Agere acrescenta que irá efetuar uma participação criminal contra terceiros, sublinhando que no terreno não se identificou o possível autor daquela ação.

 

Sobre esta descarga, ocorrida na quarta-feira, a GNR já detetou a sua origem, tendo enviado o processo para o Ministério Público.

De acordo com a empresa, a descarga resultou da obstrução do coletor de saneamento de águas residuais na Avenida de São Bento, na freguesia de Este S. Pedro (Braga).

 

A obstrução, alega ainda a Agere, foi feita com “despejos deliberados” naquela conduta de grande dimensão de materiais de obras de construção e resíduos de vacarias, provocando deste modo o retorno do efluente e originando o transbordo do mesmo para a linha de água”. Em causa está uma caixa de seis metros de altura, com acumulação equivalente de cerca de 6 mil litros de entulho.

 

“Sem intervenção deliberada e criminosa, esta situação nunca seria passível de se verificar”, sustenta ainda a Agere, e estranha que a mesma situação já se tenha verificado há quatro anos “em igual período pré-eleitoral” e naquela mesma zona. Garante que, desde então, não tinha registado qualquer ocorrência de obstrução daquele coletor, tendo inclusive efetuado a manutenção anual da conduta no passado dia 17 de agosto, sem que tenha sido detetado “algum indício que pudesse originar qualquer obstrução”.

 

Acrescentou que as descargas poluentes no rio Este “são recorrentes” e apelou à intensificação da fiscalização, “para bem da biodiversidade” ali existente.

 

Entretanto, o escoamento do efluente já está normalizado.

TAGS: Agere , descarga rio , Braga , descarga poluente
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