Na recolha de biorresíduos “há municípios que ainda não fizeram nada”

17.05.2022



Dedicada à “Recolha de biorresíduos – Experiências municipais”, a sessão de hoje das Conversas Online do Jornal Água&Ambiente contou com a presença de Lúcia Bonifácio, Vereadora da Câmara Municipal de Mafra, e Luís Assunção, administrador da Empresa Municipal de Ambiente do Porto. Na moderação do debate esteve João Levy, presidente da Ecoserviços e Professor no IST.

 

João Levy abriu a Conversa chamando a atenção para a diversidade de situações existentes em Portugal na gestão dos biorresíduos: “há municípios que ainda não fizeram nada, outros já fizeram alguma coisa, aumentando o número de ecopontos, e outros ainda colocaram ecopontos de tampa castanha. A recolha porta-a-porta é reduzida e localizada, e poucos municípios estão a pensar a sério no PAYT”.

 

Lúcia Bonifácio coloca claras reservas à introdução de um sistema PAYT, considerando que “fechar contentores pode levar ao aparecimento de lixeiras a céu aberto”. Em Mafra aposta-se no sistema de co-coleção (sacos verdes) e no SAYT, que considera uma opção de futuro, porque assim se compensa quem comprovadamente faz triagem, quer de multimaterial quer de biorresíduos”. “Os sistemas de PAYT são muito onerosos e obrigam a um grande investimento para controlo e sensibilização”, disse.

 

Luís Assunção menciona o modelo que vigora na capital da Eslovénia, Ljubliana: “é um modelo de compensação do total da população, se reciclarem mais têm melhores resultados, e, se assim for, a tarifa é devolvida ao cidadão”. Em relação aos biorresíduos na cidade do Porto, Luís Assunção diz que “a introdução do orgânico tem contribuído para o aumento da reciclagem de outros produtos”.

TAGS: resíduos , talk , conversas online , PAYT
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