Universidade do Minho e Fundação Mirpuri lançam garrafa biodegradável à base de algas

02.06.2021

A Fundação Mirpuri e a Interface Fibrenamics da Universidade do Minho desenvolveram a ‘The Good Bottle’, uma embalagem inovadora, 100% biodegradável e de degradação rápida. Esta é uma garrafa com algas na sua composição, uma solução alternativa ao plástico que promete revolucionar a indústria.

 

“Todos os anos são produzidas mais de 400 milhões de toneladas de plástico no mundo, contribuindo para a ação humana na destruição de habitats, a extinção de espécies e a deterioração da saúde. O que pode ser feito para mudar esse cenário?”, explicam as entidades em comunicado.

 

O novo material, apresentado sob a forma de garrafa de água mineral, resulta de uma parceria com a Sociedade da Água de Monchique, parceiro industrial, a quem cabe a responsabilidade de contribuir na solução industrial com este material inovador num produto que possa ser disponibilizado em massa ao mercado.

 

O projeto surge como uma alternativa que altera o rumo da produção em massa de embalagens de plástico, substituindo, por exemplo, as garrafas de água. Uma opção competitiva, igualmente leve, biodegradável e sem efeitos nocivos para a saúde e ambiente.

 

Através do investimento da Fundação, o grupo de cientistas elaborou um protótipo que se pretende venha a revolucionar a indústria dos bens de consumo: Embalagens 100% biodegradáveis e compostáveis, substituindo assim as opções descartáveis e com longos períodos de decomposição. a The Good Bottle é um produto composto por uma base polimérica compostável em ambiente doméstico, que na sua composição contém algas, as quais durante a degradação servem de alimento para espécies marinhas. Também a tampa é produzida a partir da mesma composição, por isso contando com as mesmas caraterísticas de biodegradação.

 

Esta nova garrafa apresenta uma taxa de biodegradabilidade de 74%, ao final de 45 dias, e em condições de compostagem controlada de acordo com a norma ISO 14855-1:2012, e de 90% até 12 meses, dependendo das condições a que está exposta, de acordo com a norma ISO 13432.

 

Os resultados do estudo de avaliação da toxicidade aguda realizado em ambiente marinho deste material, usando peixes-zebra, o qual registou efeitos excelentes em comparação com a registado com polímeros convencionais. “Uma vez que na sua composição a garrafa possui algas, as mesmas podem servir de alimento para espécies marinhas, durante o seu rápido processo de desintegração. A composição de base do material e o seu contacto permanente com a água originam a sua hidrólise, num horizonte temporal curto. O material também é biodegradável em contacto com lixo orgânico”, explicam os responsáveis.

TAGS: algas , Universidade do Minho , investigação , biodegradável , garrafa , plástico
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