APA reúne a 25 de julho com municípios visados a propósito do projeto da central flutuante na Barragem do Cabril
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APA reúne a 25 de julho com municípios visados a propósito do projeto da central flutuante na Barragem do Cabril

O vice-presidente da  Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, afirmou que vai reunir no próximo dia 25 de julho com os municípios de Pedrogão Grande, Sertã e Pampilhosa da Serra para consulta a propósito da concessão à Voltalia da exploração da Barragem do Cabril para a implementação de painéis fotovoltaicos flutuantes.

Numa audição à APA e à  Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a requerimento do Chega e do PSD, que teve lugar esta quinta-feira na Comissão de Ambiente e Energia, Pimenta Machado afirmou ainda já ter reunido com representantes dos três municípios visados a 12 de março de 2022.

O vice-presidente da APA informou ainda que os painéis solares ocuparão apenas 2% do espelho de água da barragem e que serão colocados através de ilhas flutuantes, para permitir a entrada de luz solar e garantir a salvaguarda dos ecossistemas. Outra informação fornecida durante a Comissão de Ambiente e Energia por Pimenta Machado, foi que o processo para Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) ainda não foi submetido, mas, quando for, será disponibilizado para consulta pública e seguirá os trâmites normais, com uma avaliação rigorosa por parte da APA.

Além disso, será implementado um sistema de monitorização contínua para assegurar a qualidade das massas de água.

Quanto à questão que também se colocou sobre a possibilidade do combate a incêndios sair prejudicado, foi referido pelo Brigadeiro-General, José Manuel Duarte da Costa, que será suficiente a relocalização das ilhas dos painéis para não impactar os pontos de scooping - locais estabelecidos anualmente pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para abastecimento de água para combate a incêndios.

Quanto a este tema, Pimenta Machado também referiu que a APA exlcluiu no início do processo áreas que não podiam ser tidas em conta para instalação da central solar flutuantes, salvaguardando, nomeadamente, as áreas de scooping, o ambiente e atividades recreativas.

Pimenta Machado sublinhou, logo no início da sua intervenção, que este é um projeto da iniciativa do anterior Governo e não da APA e que se enquadra na política energética do país.

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