Construção de dessalinizadoras no Alentejo exige envolvimento do setor privado

Construção de dessalinizadoras no Alentejo exige envolvimento do setor privado

A construção de uma ou duas dessalinizadoras no Alentejo vai exigir envolvimento do setor privado, afirmou esta quinta-feira a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

Maria da Graça Carvalho, que falava durante a Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia, na Assembleia da República, disse que a par com o Algarve, o Alentejo é outra região que apresenta desigualdades ao nível das necessidades de água, uma vez que, por um lado, a bacia do Guadiana apresenta um nível de armazenamento de água de 93%, enquanto, por outro lado, a zona do Mira tem apenas 43%.

Juntando as preocupações com a barragem de Santa Clara, com o grande desenvolvimento na agricultura na região do Mira e o desenvolvimento económico na região de Sines, estão a ser analisadas, juntamente com a Águas de Portugal, as Águas do Alentejo e as Águas de Santo André, as soluções possíveis para essa zona do país.

Com todo o "desenvolvimento industrial previsto e o que já existe na agricultura, é natural que sejam necessárias instalações de fornecimento adicional de água", afirmou a líder da pasta do Ambiente.

Uma das possibilidades é a construção de uma ou duas dessalinizadoras, "mas aí muito com envolvimento privado". E acrescentou: "Em Sines temos um conjunto muito ambicioso de projetos industriais privados para a produção de hidrogénio a partir de eletrólise de água, que precisa de muita água e em condições especiais. E. portanto, é natural que essas entidades privadas que querem investir nisso, também tenham que trazer a sua solução para a água".

Para ajudar a viabilizar a construção de uma dessalinizadora em Sines por parte do setor privado, poderá ser feito um entedimento de compra de água pelo setor público para abastecer a barragem de Santa Clara, esclareceu ainda Maria da Graça Carvalho. 

Todas as soluções têm sempre de ser analisadas em conjunto com a águas de Santo André, reforçou a ministra do Ambiente. 

"Poderá também ser feita uma construção pública e depois haver uma tarifa especial industrial que compense o investimento público feito nessa dessalinizadora. Mas sempre na perspetiva de parte da água poder ser financiada pelo público e abastecer Santa Clara", concluiu Maria da Graça Carvalho sobre este tema. 

A audição com a Ministra do Ambiente e Energia, sobre a Gestão de recursos hídricos na região do Algarve e medidas de respostas à situação de seca, teve lugar esta quinta-feira e aconteceu a requerimento do Grupo Parlamentar do PSD.

 

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