EDP defende maior rapidez no licenciamento das comunidades de energia
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EDP defende maior rapidez no licenciamento das comunidades de energia

 A administradora da EDP, Vera Pinto Pereira, alertou esta quarta-feira para a necessidade de acelerar o licenciamento das comunidades de energia pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), que atualmente demora “mais de um ano”.

“É um processo que está a demorar vários meses por parte da DGEG. Há projetos estão à espera há mais de um ano”, afirmou Vera Pinto Pereira em declarações aos jornalistas à margem da inauguração da nova unidade de autoprodução de energia instalada na Maia, no Centro de Produção e Logística do Norte dos CTT.

Segundo a CEO, a EDP tem atualmente cerca de 2000 destas comunidades em desenvolvimento, sendo que “400 [estão] a aguardar, já submetidas para pedido licenciamento, [e] apenas uma está licenciada”, na zona de Lisboa.

Explicando que o processo de instalação das comunidades de energia “tipicamente tem que ser certificado, seja pelo operador de rede, seja pela DGEG”, Vera Pinto Pereira disse que a EDP tem “sentido […] aí algum atraso que importa acelerar”, dada a “agenda de descarbonização para o país extremamente ambiciosa” que a empresa assumiu.

“Se quisermos cumprir com a meta que o Governo traçou de 20 Gigas de capacidade solar até 2030, estamos a falar de acrescentar, por ano, 2,5 Gigas de capacidade de geração solar. Ora, isso é replicar tudo aquilo que foi feito até à data, mas numa base anual, é o equivalente a 2500 instalações como esta que estamos esta quarta-feira a visitar”, enfatizou.

“Portanto – acrescentou - é absolutamente fundamental acelerarmos esse processo, para poder ter estas instalações e levar esta energia de forma exponencial a todas as entidades que circundam coberturas como estas”.

A administradora da EDP salientou que a figura das comunidades de energia – que a empresa batizou de bairros solares – “tem um valor importante, na medida em que torna a transição energética mais democrática”, permitindo “trazer para a agenda da descarbonização” quer as empresas e entidades com capacidade e espaço para efetuar este tipo de instalações, quer as que não os têm, mas podem beneficiar dessa energia através da lógica da comunidade de energia.

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