
MARE coordena projeto europeu para criar hub de investigação em mar profundo
Chama-se ‘TWILIGHTED - Twinning Laboratory for an Innovative, Global Hub To Explore the Deep’ e visa capacitar o MARE e ARDITI na investigação em mar profundo, no Funchal, na Madeira, recorrendo a tecnologia de baixo custo.
Coordenado por João Canning-Clode, diretor da Unidade Regional de Investigação na Madeira do MARE (MARE-ARDITI), o projeto conta com um financiamento total de 1.5 milhões de euros, investimento que será alocado a recursos humanos especializados, formação, realização de workshops, organização de uma conferência internacional, intercâmbio entre equipas e participação em expedições científicas.
Colaborando de perto com instituições europeias de referência como o GEOMAR (Alemanha) e a NTNU (Noruega), os responsáveis pelo ‘TWILIGHTED’ querem transformar a região num centro global para ID&I em águas profundas, com foco na desafiadora Zona Mesofótica (40-200m) e na enigmática Zona twilight (200-1.000m), aproveitando a proximidade única da Madeira com as águas profundas.
Entre as principais metas do projeto destacam-se a colaboração entre institutos de investigação na Europa, a elevação da capacidade de investigação de Portugal, e da Região Ultraperiférica Europeia da Madeira em particular, a inovação através de alternativas de baixo custo às tecnologias de ponta habitualmente utilizadas na investigação, a democratização da investigação, a globalização do ID&I em águas profundas e a partilha da ciência dos oceanos entre os diferentes stakeholders.
“Acredito que o TWILIGHTED poderá contribuir para um percurso transformador para Portugal, ao fomentar a criatividade e utilizando tecnologias de baixo custo na investigação em mar profundo, redefinindo o papel do País na compreensão e na proteção destes ecossistemas”, explica João Canning-Clode, responsável pelo MARE-ARDITI e coordenador do projeto, citado em comunicado.
“Entre outras vantagens, promete facilitar uma maior diversidade e colaboração em questões críticas de sustentabilidade oceânica e deixará uma marca significativa no objetivo global de alcançar uma ciência mais democrática e acessível a todos”, conclui.