Secretária de Estado da Inclusão elogia impacto social do novo projeto da EPAL

Secretária de Estado da Inclusão elogia impacto social do novo projeto da EPAL

A Secretária de Estado da Inclusão, Ana Sofia Antunes, elogiou o “impacto social” do projeto “Make a Circular Wave”, apresentado esta segunda-feira pela EPAL numa cerimónia no Museu da Água – Estação Elevatória dos Barbadinhos. Em parceria com instituições de solidariedade social, este novo projeto transforma materiais obsoletos da EPAL, como lonas, livros ou flyers, numa linha de merchandising sustentável, na qual se inclui um candeeiro e vários jogos tradicionais.

A Secretária de Estado considerou que este projeto é um “passo rumo a uma sociedade inclusiva e demonstrativo de uma postura de grande sensibilidade da EPAL” e destacou que “este trabalho em prol da reciclagem envolveu de forma inclusiva diferentes públicos”.

“Estes projetos permitem contribuir para criar motivação, autoestima, força de vontade e contribuir para um papel mais ativo de organizações de inclusão social”, disse ainda Ana Sofia Antunes, deixando uma palavra de incentivo à “luta por um país mais inclusivo”, como é exemplo disso o projeto apresentado esta segunda-feira.

Também o Presidente do Conselho de Administração da EPAL, José Sardinha, realçou a forma como a empresa “é uma das primeiras a nível mundial que está a dar passos na autossustentabilidade” e como este projeto contribui para a “forte aposta na circularidade dos recursos da EPAL”.

“Esta é uma história de acreditar no futuro e de achar que podemos deixar o mundo um bocadinho melhor. Se cada um de nós der o nosso contributo, as coisas grandes, que parecem grandes para cada um de nós, tornam-se viáveis”, afirmou.

Entre os objetos apresentados esta segunda-feira, está o Candeeiro “Quantos Queres”, uma peça ímpar e elegante, que se destaca também pela sua simplicidade e que nos remete para a nossa infância, produzida com formas de “quantos queres”. Estes origamis foram construídos a partir de folhas de livros obsoletos e a embalagem é uma caixa de cartão reciclado desaproveitado.

A coleção de jogos tradicionais possui ilustrações ligadas aos conceitos da Água, Circularidade e aos Monumentos da EPAL. Conta com um Baralho de Cartas e um Dominó, estando ainda previstos um jogo Damas/Xadrez e um jogo da Memória. O Baralho foi feito a partir de papel reciclado e cada naipe é uma ilustração de um dos núcleos museológicos: Aqueduto das Águas Livres, Reservatório da Mãe D’Água das Amoreiras, Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos e Galerias Subterrâneas, sendo a caixa de lonas desaproveitadas. Já o Dominó, com ilustrações alusivas à água, à natureza e também aos núcleos museológicos, foi concebido a partir de cartão, lonas e folhetos em desuso.

Desenvolveu-se ainda com a CAIS Porto um projeto paralelo de criação de cadernos em papel reciclado e capa com recortes em forma de gotas de água, feitos de papel em desperdício na EPAL e lápis revestidos com folhetos infantis obsoletos.

“Foi, assim, possível dar uma nova vida e utilidade ao desperdício, criando novos produtos sustentáveis e exclusivos da EPAL”, explica o diretor de comunicação e educação ambiental da EPAL, Marcos Sá, adiantando que este projeto, na sua idealização, “concretiza o ciclo da economia circular, valoriza a sustentabilidade ambiental e aposta no talento dos jovens”. “Na sua materialização, contribui para a integração na vida ativa de pessoas em situação de pobreza ou com deficiência e para a sua sustentabilidade económica e financeira das instituições”, afirmou ainda. Este projeto é, também, a continuidade da aposta da EPAL em iniciativas de inclusão social, através de parcerias com entidades de solidariedade social, apoiando uma sociedade mais plural, mais igual, mais inckusiva, agregando sinergias, multiplicando o eco e respondendo a quem mais precisa.

A parceria com a ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, remonta a uma década de emissão de fatura em Braille. Mais tarde, a EPAL implementou, com o SERVIIN – Portal do Cidadão Surdo, o atendimento presencial e telefónico por videochamada. Nos últimos anos, com o apoio técnico do INR - Instituto Nacional para a Reabilitação, a empresa disponibilizou conteúdos de comunicação para a sustentabilidade em multiformato, incluindo, além do Braille e da Língua Gestual Portuguesa, a Escrita Pictográfica em parceria com a APCB - Associação de Paralisia Cerebral de Braga.

Este ano a EPAL implementou o aviso telefónico a clientes cegos no caso de suspensões programadas e disponibilizou gratuitamente o serviço waterbeep para Clientes com deficiência visual, que elimina a necessidade de terem de comunicar a leitura do contador. Em complemento dos serviços de tradução adquiridos a estas entidades, a EPAL foi mais longe obtendo bens de responsabilidade social feitos por pessoas em situação de vulnerabilidade, estimulando a criação de valor para as instituições e contribuindo para aumentar o sentimento de pertença e valorização social dos seus utentes. São exemplos a parceria com o SEMEAR, na aquisição de produtos alimentares, com a Fundação LIGA, na aquisição de bases para copos em cerâmica e com a APSA – Associação Portuguesa da Síndrome de Asperger, na aquisição de individuais de mesa.

"Na universalidade da missão da EPAL, distribuir água em quantidade e de qualidade exemplar, a EPAL reconhece a importância de fazer chegar a todos sem exceção, a mensagem da sustentabilidade ambiental. Ao mesmo tempo que promove o consumo sustentável, a EPAL dá visibilidade a causas em prol da igualdade de oportunidades e da integração, dando o seu contributo para que todos se sintam incluídos."

Na cerimónia esteve também presente Joana Sobral, professora da ETIC - Escola de Tecnologias, Inovação e Criação, cujos alunos foram reponsáveis pelo design da linha de merchandising sustentável. Também Sandra Pestana, diretora da associação CAIS, Susana Henriques, da CERCI Lisboa e Orlando Borges, presidente da direção da APCL, falaram sobre o projeto e a importância da sua colaboração.

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