
Savannah retoma prospeção de lítio em Boticas
A Savannah Resources retomou esta semana as prospeções de lítio em Covas do Barroso, em Boticas, depois de uma providência cautelar ter suspendido os trabalhos durante 15 dias.
"Retomamos os trabalhos que já vínhamos fazendo nos dois meses anteriores à paragem temporária", afirmou à agência Lusa o presidente executivo (CEO) da Savannah, Emanuel Proença.
A providência cautelar deu entrada no Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela e foi interposta por três proprietários contra a servidão administrativa concedida pelo Ministério do Ambiente, que permite à Savannah aceder a terrenos privados e baldios durante um ano.
Depois de uma paragem de duas semanas e do ministério responder à providência com uma resolução fundamentada, invocando o interesse público do projeto, a empresa retomou na segunda-feira a campanha de prospeções de lítio.
Na resolução fundamentada, assinada pela ministra Maria da Graça Carvalho, é referido que se entende "por fundamentado que qualquer diferimento da execução do ato administrativo posto em crise em juízo é mais oneroso e gravemente prejudicial para o interesse público, devendo manter-se a sua plena eficácia".
Recorde-se que esta semana, em comunicado conjunto, a Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), a Comunidade Local de Baldios de Covas do Barroso e a Junta de Freguesia local, adiantaram que a "legislação atualmente em vigor prevê que os trabalhos possam ser retomados assim que a resolução fundamentada dá entrada do tribunal", o que aconteceu a 20 de fevereiro, duas semanas depois de uma providência cautelar ter suspendido a campanha de prospeções no terreno.
Em tribunal decorre a ação principal do processo interposto pelos proprietários. Nos terrenos, em Covas do Barroso e Romainho, prosseguem agora as sondagens, previstas ao abrigo da servidão administrativa, para aprofundar o conhecimento dos recursos geológicos, trabalhos que são semelhantes a um furo de captação de água.